sábado, 18 de dezembro de 2010


Ficção ou realidade?

Você decide… Cada um vê o que quer ver.

[escrito à base de lágrimas e saudades...

um amor dessa dimensão, jamais morrerá...]



È mágoa.

Já vou dizendo de antemão.

Se eu encontrar com você, to com três pedras na mão.


Frustração é uma emoção que ocorre nas situações onde algo o obstrui de alcançar um objetivo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. É comparável à raiva. As fontes da frustração podem ser internas ou externas. As fontes internas da frustração envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta. Causas externas da frustração envolvem condições fora da pessoa tais como imprevistos, falta de recursos ou privação deles (sejam materiais ou emocionais).


Sentir raiva não é fácil, não é tarefa simples. Porém permanecer com raiva dá ainda mais trabalho. Isso eu garanto! A cada dia tentar renovar esse sentimento, pesa, dói, e mata a gente…

Lembrando a cada dia de toda a situação frustrante, renovo meu sentimento de raiva, de asco por você. Não eu não me orgulho disso. Mas também não me orgulho do que você me fez. Tenho tentado initerruptamente, há quase 5 meses esquecer! Mas, parece que os dias servem apenas para acentuar isso… Está marcado em letras garrafais, em alto-relevo, em cores chamativas como verde-limão e pink, em todos os lugares da minha mente quando fecho os olhos, ou mesmo com eles abertos.

Não eu não estou feliz assim! Não tenho paz assim, e, nem acho que estou me ajudando, nem me aproximando de Deus assim. Sei que é o contrário. Mas, inconsciente e conscientemente ainda espero um pedido de desculpas seu… Afinal, lá no fundo algo me diz que não foi você quem fez isso… Não a pessoa que eu conheci e me tornei amiga. Não a pessoa a quem admirei tanto, e tanto proclamei.

Se ao menos você tivesse me explicado a traição, acho que me conformaria. Se ao menos você tivesse me dito que não me queria mais por perto, eu teria saído e você não precisaria ter me difamado tanto… Não consigo sair dessa lama emocional em que caí quando me frustrei com você.

Sei exatamente o porquê de ter doído tanto… Isso é exatamente proporcional ao tamanho do amor que eu tinha por você. E hoje é mágoa.

Quem sabe um dia eu tenha que te encarar novamente… E nesse dia… Nem nesse dia eu vou admitir que guardei pra te dar, as cartas que eu não mando.

Silêncios...


É uma coisa que me dói muito, esses seus silêncios. Sei, claro que você deve ter problemas bastante sérios, mas uma carta de vez em quando não custa nada e, às vezes quem sabe? Talvez eu pudesse ajudar. Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi unilateral, sei lá, não quero ser injusta nem nada, apenas me fere muito esses teus silêncios. A sensação que tenho é que você simplesmente não está a fim, e cada vez que tomo a iniciativa de escrever é sempre meio tolhido, sem naturalidade, com medo de incomodar, de ser indesejável. Não é uma coisa agradável. Seja como for, continuo gostando muito de você da mesma forma, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que conto às vezes, saudade. E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que amor não se perde.

Sobre minhas verdades!!

Era preciso que ele soubesse que raspas e restos já não me interessam. É, talvez, há muito tempo atrás, elas fizessem algum sentido pruma alma assim-assim, meio morta, meio torta. Hoje, migalhas dormidas do pão de seu ninguém me satisfazem! Só quero inteiro. De corpo, alma, carinhos e amor, muuuuiito amoooor! Me satisfazendo em to-dos-os-sen-ti-dos!! AMOR to-di-nho maiúsculo. Apaixonado. Quero atenção pro que eu digo. Quero carinho comigo. Quero cuidado e abrigo. Que seja eterno, enquanto dure. Que seja terno. E que seja doce. Se não for assim, podexá pra lá, quero nada não.

Estranho... é prá você que escrevo!

Até eu acho estranho eu ainda escrever pra você, mas escrevo. Não é por nada não, talvez seja só por hábito, ou por um amor eterno, sei lá. Agora tá tudo confuso mesmo. Tanto faz. O silêncio da noite é interrompido pelo barulho das teclas que suavemente bordam na tela deste computador algumas palavras materiais, ordenadas e secas. Ligo o som. Coloco o fone como se a melodia entrasse mais profundamente em meus ouvidos surdos. Sinto sua falta. Mas é uma falta diferente. Não dói. Não machuca. Mas falta. Hoje passei o dia sentada tentando aprender algo de útil para um futuro talvez mais útil que o presente. E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito. Do jeito, talvez torto, que sei fazer. Você, em algum lugar, deve ter recebido meus suspiros, carregados de doçura, e de uma força qualquer. Passei o dia em casa. A faculdade está em provas por uns dias. Às vezes, a gente precisa priorizar alguma coisa. Você me ensinou isso. Fecho os olhos e o pensamento se vai. Perde-se em meio ao grande vazio da completude. Mas preciso voltar para mais uma vez te escrever algumas linhas certamente inúteis. Eu gosto do que é inútil quando posso utilizar de forma útil. Não escrevo mais com a mesma facilidade que escrevia. Sentimentos expressos apenas pelos pensamentos. Ah, se meus pensamentos pudessem ser transcritos... Não! Talvez melhor seja que eles se percam na imensidão da vida. Ninguém consegue vê-los e a beleza permanece intacta. Queria te dizer tanta coisa! Mas acho que você já sabe. Sabe do meu esforço para recomeçar. Sabe dos meus tropeços a cada passo que dou. Mas sei que você sabe da maior das minhas decisões: continuar. Aprendi que a vida é isto mesmo. Entre quedas e acertos a gente vai trilhando. Colhemos flores nas estradas quando resolvemos observá-las com mais atenção. Graças a Deus, isto tenho conseguido com uma determinação impressionante. Sou tua amiga, teu amor, teu orgulho. Hoje sei que posso ter orgulho de mim.Vejo tudo com cores mais fortes, mais vivas. Nada mais consegue me abalar por muito tempo. Ninguém consegue mais me atingir por muito tempo. Sou mais eu. E eu me perco em você às vezes. Tudo melhorou. Estou viva então. O amor é mesmo isso. A tudo supera, a tudo sobrevive. Salva. Liberta. Sorri. As cores gritam. Pego o pincel e pinto a minha realidade com a esperança que há muito não via. Agora sei o que quero. Acredita? E nem é tanto você. Querer você, nós já sabíamos que era fato. Querer. Ter objetivos de vida. Saber onde quero estar. Com quem quero estar. Eu não decido mais por quem grita mais alto. Decido por mim. Minha alegria é saber que todos que me amam esperavam este meu momento. Libertador para eles também. Faz tempo que não escrevo com tanta liberdade. Faz tempo que não faço um diário. Faz tempo que... faz tempo que achava que fazia tempo demais. Não quero mais verbos no passado. Quero verbos no presente. Quero para amanhã e faço hoje. Ainda dói vencer as barreiras do velho hábito de temer. Mas morro de medo e faço! Se for muito, prefiro fazer e depois temer. É mais seguro e não volto atrás. Arrisco, logo existo. Lembra? Lembra sim. Arriscamos. Existimos. Amamos. Vencemos. Agora eu sei. Agora sei que até posso mudar de opinião. Que uns ficam e outros vão. Que não tenho defeitos nem qualidades... mas características. E que se danem as críticas! Posso concordar e até discordar. E o melhor: quem me ama sempre vai ficar! Quem vai, um dia há de me amar. Agora sei que eu sou eu e isso é muito bom! Amor, agora sei que posso sorrir e chorar ao mesmo tempo! Ou de tempos em tempos. Tanto faz. Agora, de alma limpa, tranquila, livre... simplesmente vivo. E eu te amo até assim, estranho. Eu sei que você vive. Distante, em algum lugar aqui pertinho. E a qualquer hora posso gritar. Quem sabe você não vem. Quem sabe eu nem queira mais que você venha no fim. Estranho, eu achei que nunca fosse pensar assim. E até tem um cara novo aí, ele é legal. Bobo, assim que nem você, mas legal. Tá, talvez só você saiba ser assim tão bobo e legal ao mesmo tempo. Mas o que se pode fazer? As pessoas fazem o que podem... E ele tenta me agradar como pode. Tadinho. Mas tem me feito um beeeem! Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém lembra que estou me deixando enganar. De novo. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente me visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa, mas quase passa todos os dias. Bem, espero que você torça por mim como eu torço por você. Ou não, porque eu tenho tentado torcer pra você ser feliz, mesmo longe de mim. Embora não pareça, eu tenho medo que você volte a tempo de me recuperar pra você. Tenho medo de sofrer tudo aquilo outra vez. Ou você acha que foi fácil? Porque eu sei, você vai voltar. Mas como nas tantas histórias mal resolvidas por aí, não será a tempo de me ter de volta. Já vi esse filme tantas vezes! Pena, sinto por você. Sinto por nós. Talvez seja mesmo assim que tem que ser. Ou talvez seja essa saudade de tudo que eu não vivi com você que dói mais. Porque sentir saudade de alguém que a gente sabe que não vai ver é ruim demais, demais. Sinto isso todo dia. Estranho, é como se você tivesse morrido... Pior é constatar que sim, você morreu. Em algum lugar de mim. Sou contra o certo e o errado. Gosto do subentendido. É, "eu te amo", que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo". E não espere demais, eu não me esforçarei em te dar o que não possuo. O amor me faz pura, mas humana. Só tenho amor, o sentimento mais rico que tenho. Diferente das riquezas que você supõe que eu possuo. O resto é alma. Mesmo ferida. Amor é mesmo isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. Mas como enobrece! Experimente sentir um dia, se puder.

Eu queria...


Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse gargalhadas. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse. Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém que me olhasse nos olhos quando falo, sem me deixar intimidada. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito. Feito pra mim

Se eu soubesse quem sou...


Se soubesse quem sou, não seria daqui, deste mundo, deste plano, desta vida. Não teria tantas dúvidas, medos e culpas. Nem faria planos para o futuro. Se soubesse quem sou, apenas seria e ponto. Aproveitaria cada momento fazendo tudo aquilo que gosto. Sem ânsias, preocupações, ou mesmo pressa. Se soubesse quem sou, dispensaria descrições. E não ousaria tanto num mundo desconhecido. Seria uma gota de certeza num mar de dúvidas. A prova determinística de uma aleatoriedade limitada. Se soubesse quem sou, não haveria tantos pontos de partida, tantos sonhos, tanta liberdade. Talvez não tivesse me apaixonado novamente, não contaria minhas idéias, nem desejaria salvar o mundo. Mas o fato é que não sei quem sou, de onde venho ou mesmo porque estou aqui. Vivo em meio a descobertas que me proporcionam, a cada dia, um novo caminho. Uma nova vida que se regenera a cada instante, sem jamais permanecer igual. O não saber quem sou, propulsiona o desejo de me redescobrir a cada amanhecer. Um dia menina, outro mulher. Em meio a ciência, sonhos e vida real. Em busca de razão, equilíbrio, felicidade, respostas. Um ser só. Só aprendendo a ser. É como cantam os Engenheiros do Hawaii: "Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual. (...) Se eu soubesse antes o que sei agora, iria embora antes do final". Hoje sei muito do pouco que sou, embora saiba que nunca saberei tudo. Mesmo assim, posso dizer que, aos trancos e barrancos, me tornei a mulher que eu sempre quis ser. Hoje eu sou essa mulher, e tenho orgulho de ser.